Arquivo para dezembro, 2010

Passos

Posted in Poesias on dezembro 29, 2010 by sinistrum

Passo.

E por mim tudo passa.

Passam as pessoas

Passam os carros

Passam os prédios

Passa o tempo.

 

Se sigo ou se fico não importa

Apenas passo, passo

na fúria de um tornado.

 

Não tenho vontades

Não possuo desejos

Pois, em meus passos

lentos e frágeis,

Passo

Passo

E me desfaço.

 

By Kletus Peregrinus

 

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Solidão

Posted in Poesias on dezembro 28, 2010 by sinistrum

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sou só

só pensamentos

só sentimentos

só de momentos

só ilusão

só emoção

só contradição

só desilusão

só de você

só de mim mesmo e de mais ninguém

e é só

solidão.

by Kletus Peregrinus

Etérea

Posted in Poesias on dezembro 28, 2010 by sinistrum

Cálido espelho que reflete

tão sublime luz celeste.

Conheces os limites de toda

carne que se faz terra.

E inda assim desejas dessa

vil matéria, fogo e sacralidade.

 

Oh! Taciturno reflexo

De um mundo sombrio,

Que restas de encanto agora?

Apenas o sangue e o pranto

velam o sono dos profanos.

 

Sacral etéreo de explendor cipreste,

que em túmulos vãos jamais espera.

pois a ti resta de toda essa miséria,

o gozo da eternidade.

by Kletus Peregrinus

Solífugo

Posted in Poesias on dezembro 28, 2010 by sinistrum

Corro.

Fujo.

Deserdo-me daqui.

O mundo tem mais fascínio

Quando afagado pelo abraço de Nuit.

 

É noite.

Oh! Amiga minha,

Das horas exatas,

Da luz tardia,

Da inspiração divina.

Em ti minh’alma viceja

a doce penumbra de teu olhar.

 

O céu é escuro.

Tão soturno!

As trevas derramam seu encanto

Sobre as árvores da floresta,

Onde faço meu refugio,

E na luz… anoiteço.

 

 

Kletus Peregrinus

 

 

Corro.

Fujo.

Deserdo-me daqui.

O mundo tem mais fascínio

Quando afagado pelo abraço de Nuit.

 

É noite.

Oh! Amiga minha,

Das horas exatas,

Da luz tardia,

Da inspiração divina.

Em ti minh’alma viceja

a doce penumbra de teu olhar.

 

O céu é escuro.

Tão soturno!

As trevas derramam seu encanto

Sobre as árvores da floresta,

Onde faço meu refugio,

E na luz… anoiteço.

 

 

Kletus Peregrinus

 

Esta Noite

Posted in Poesias on dezembro 17, 2010 by sinistrum

Esta noite, quero estar contigo

Esta noite, dormirei ao teu lado

E quando eu te encontrar ficaremos juntos.

Porque, esta noite eu sinto teu calor

Esta noite ouço tua voz

Quando caminhas, posso sentir teu sangue circular nas tuas veias.

Fazendo teu coração pular, pulsar no ritmo dançante da minha voz sedutora

Sussurrando em teus ouvidos.

Porque, esta noite não estarás só!

Estarei lá, contigo, ao teu lado sentindo teu calor

Sentindo o cheiro do teu liquido vital, ouvindo tua voz.

Desejando tua boca sangrenta para meu deleite

Saciar minha sede com teu sangue.

Fazendo-te sentir prazer ao som da minha bela e sedutora voz!

 

 

By: Lord Kürten

Rainha Noturna

Posted in Poesias on dezembro 17, 2010 by sinistrum

Senhora dama da noite

Pertuba-me com tua calmaria

E faze-me sentir

O frio de teus abraços.

 

Com esta tua nevoa,

Que ofusca minha visão

Sinto-me guiado por teus sons.

 

A lua ilumina meus caminhos

Onde apenas posso ver tua neblina

Como poderei ir ao encontro

De minhas criaturas noturnas?

 

Abraça-me, conforta-me, pois,

Já que estou sozinho, preciso

De teu consolo, para assim poder

Seguir em tua estrada sem fim!

 

 

By: Lord Kürten

Morcego

Posted in Poesias on dezembro 17, 2010 by sinistrum

Sozinho estou, novamente,

Caminhando por esta longa estrada que me faz sofrer.

Será que sozinho estou?

Ou algo me faz companhia?

Uma figura não tão desconhecida

Algo familiar, percebo que não mais estou só.

Algo que assim como eu

Vaga pela noite tranquilamente atrás de seu jantar.

Algo que se desespera quando não encontra o que procura.

Sou como ele!

Eu juntos ou não vagaremos pelas estradas em busca de nosso alimento e de nosso tormento.

Vivendo no escuro, me acostumei, pois tal como um morcego aprendi a voar!

 

By: Lord Kürten