Arquivo para março, 2011

FALSA E IGNORANTE SOCIEDADE: A IGNORANCIA DOS SERES!

Posted in Divagando on março 31, 2011 by sinistrum

Abandonados ou ate mesmo esquecidos por todos, somos obrigados a estar escondidos entre os bastidores dessa sociedade tola que nos força a querer ser reconhecidos.
Procuramos por respostas, porem são as perguntas que nos intrigam! Por que tanta discriminação? Porque tanto preconceito? Não somos pessoas? Mas do que adianta se perguntar se somos incapazes de lutar contra tal exercito!
O fato de sermos poucos atrapalha. Obtive respostas das quais pude escrever esta droga de realidade que aqui ouvem! Sim, eu pesquisei novamente e tomei a conclusão de que ainda não é seguro sair lá fora e enfrentá-los, de que muitos ainda irão nos criticar e nos apelidar. Sim! Apelidar-nos (satânicos, sádicos, masoquistas, drogados, marginas, homossexuais, etc…), ainda esta um pouco distante o sonho de se termos nosso lugar que nos cabe, apenas nosso cantinho de paz, lazer e calmaria.
Então sendo assim, eles que fiquem com a porcaria de preconceito deles, em nosso meio não tem lugar para baixarias e escândalos.
Pobres coitados, nunca irão saber como é sentir-se bem, calmo e gratificante, bater no peito, sentir e dizer EU SOU GOTICO… não pelo que visto ou digo, mas pelo que sinto na ALMA.

By: Lord Kürten

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Mente Propria

Posted in Divagando on março 24, 2011 by sinistrum

Sentado, sozinho em meu quarto, pensando em coisas que me fazem cada vez mais triste. Sendo vitima de coisas que sei de minha inocência!
Do que adianta discutir se não tenho argumentos para contra-pôr? O fato é que realmente sou um inútil! Eles têm razão, não passo de um simples parasita…
É uma pena que com tantos pensamentos, ninguém possa me entender. Por quê eles dizem que sou diferente? Se, ser diferente é ter bom gosto pra musica ou ter o interesse e apreço por poesias e tantas outras formas de ver o mundo e viver mais intenso… sim sou diferente… mas não penso dessa forma, cada um faz o que gosta e ninguém tem de meter o dedo ou tomar decisões pelos outros.
PORRAAA!!! Não me interessa saber o que os outros pensam de mim… a vida é minha! Eu tenho direito de decidir meus caminhos, sei o que é certo ou errado, minha psicologia não foi feita pros outros entenderem e sim para que eu possa viver de acordo com ela, que se fodam os otários que pensam que podem me julgar pelo motivo de não ser igual a eles, pro inferno, eles são piores, fazem coisas que eu nunca faria em minha sã consciência.
Bem não posso fazer nada… já que é assim que eles escolheram, julgar-me como um ser estranho sem nada a oferecê-los, só me resta dar-lhes o meu silencio, pois ele é dos ignorantes!

By Lord Kürten

O Autômato

Posted in Divagando, Filosofando on março 10, 2011 by sinistrum

Respiro por preconceito. E contemplo o espasmo das ideias, enquanto que o Vazio sorri a si mesmo… Não há mais suor no espaço, não há mais vida; a menor vulgaridade a fará reaparecer: basta um segundo de espera.

Quando se percebe existir, experimenta-se a sensação de um demente maravilhado que surpreende sua própria loucura e busca inutilmente dar-lhe um nome. O hábito embota nosso assombro de existir: somos, e vamos além, ocupamos nosso lugar no asilo dos existentes.

Conformista, vivo, tento viver, por imitação, por respeito às regras do jogo, por horror à originalidade. Resignação de autômato: simula fervor e ri disso secretamente; só submeter-se às convenções para repudiá-las às escondidas; figurar em todos os registros, mas sem residência no tempo; salvar a cara, quando seria imperioso perdê-la… Aquele que despreza tudo deve assumir um ar de dignidade perfeita, induzir ao erro os outros e até ele mesmo: cumprirá assim mais facilmente sua tarefa de falso vivente. Para que mostrar nossa ruína se podemos fingir a prosperidade? O inferno não tem boas maneiras: é a imagem exasperada de um homem franco e grosseiro, é a terra concebida sem nenhuma superstição de elegância e de civilidade.

Aceito a vida por cortesia: a revolta perpétua é de tão mau gosto como o sublime do suicídio. Aos vinte anos se rompe em impropérios contra os céus e a imundície que cobrem; depois se cansa. A pose trágica só corresponde à puberdade prolongada e ridícula; mas são necessárias mil provas para alcançar o histrionismo do desapego. Quem, emancipado de todos os princípios de costume, não dispusesse de nenhum dom de comediante, seria o arquétipo do infortúnio, o ser idealmente desgraçado. É inútil construir tal modelo de franqueza: a vida só é tolerável pelo grau de mistificação que se põe nela. Tal modelo seria a ruína da sociedade, pois a “doçura” de viver em comum reside na impossibilidade de dar livre curso ao infinito de nossos pensamentos ocultos. É porque somos todos impostores que nos suportamos uns aos outros. Quem não aceitasse mentir veria a terra fugir sob seus pés: estamos biologicamente obrigados ao falso. Não há herói moral que não seja ou pueril, ou ineficaz, ou inautêntico; pois a verdadeira autenticidade é o aviltamento na fraude, no decoro da adulação pública e da difamação secreta. Se nossos semelhantes pudessem constatar nossas opiniões sobre eles, o amor, a amizade, o devotamento seriam riscados para sempre dos dicionários; e se tivéssemos a coragem de olhar cara a cara as dúvidas que concebemos timidamente sobre nós mesmos, nenhum de nós proferiria um “eu” sem envergonhar-se. A dissimulação arrasta tudo o que vive, desde o troglodita até o cético. Como só o respeito das aparências nos separa dos cadáveres, precisar o fundo das coisas e dos seres é perecer; conformemo-nos a um nada mais agradável: nossa constituição só tolera uma certa dose de verdade…

Guardemos no fundo mais profundo de nós mesmos uma certeza superior a todas as outras: a vida não tem sentido, não pode tê-lo. Deveríamos nos matar imediatamente se uma revelação imprevista nos persuadisse do contrário. Se o ar desaparecesse, respiraríamos ainda; mas sufocaríamos no mesmo instante se nos fosse roubada a alegria da inanidade…

 

by Theo Mochteros